Fechado acordo sobre radiotelescópio
ALMA no Chile
Astronomia
Quarta, 5 de março de 2003, 19h58
Fechado acordo sobre radiotelescópio ALMA no Chile
Um acordo para a construção e exploração
de um
radiotelescópio gigante, ALMA (Atacama Large Millimeter
Array), no Chile, foi firmado esta semana pelas diretoras
da Fundação Nacional de Ciência (NSF, dos Estados
Unidos)
e pelo Observatório Europeu Austral (ESO), Rita Colwell e
Catherine Césarsky.
O ALMA será uma rede de radioastronomia milimétrica
e
submilimétrica formada por 64 radiotelescópios de
12
metros de diâmetro cada um, que serão usados em uma
região de 10 km de diâmetro.
O novo instrumento astronômico será construído
em
Chajnantor, no deserto de Atacama (Norte do Chile) a 5
mil metros de altitude. Esta localização foi escolhida
por suas qualidades excepcionais (ar extremamente seco
e "transparente" a ondas milimétricas e submilimétricas).
Este acordo sucede uma convenção assinada em 2000 entre
os mesmos órgãos, de três anos de duração,
que envolve a
fase de estudo e desenvolvimento de dois protótipos de
antenas de 12 metros, visando uma decisão definitiva
sobre a construção deste conjunto e da sua entrada
em
funcionamento no início do próximo decênio.
A construção da ALMA, que custará cerca de 550
milhões de
euros, vai representar um verdadeiro desafio. O
instrumento mais potente de seu tipo, que existe
atualmente é o do Instituto de Radioastronomia
Milimétrica (IRAM, que reúne a Alemanha, Espanha e
França) situado na planície de Bure (França),
e que só
conta seis radiotelescópios de 15 m.
O novo instrumento, rede de astronomia de amplitude e
resolução sem equivalente, se consagrará principalmente
a
questões relativas à origem das galáxias e
à formação
estelar. Permitirá ainda medir os buracos negros situados
dentro das galáxias ativas, o estudo da formação
do pó
estelar e dos planetas do sistema solar.
No que diz respeito à Europa, o projeto é realizado
por
um consórcio que agrupa o ESO (Alemanha, Bélgica,
Dinamarca, França, Itália, Holanda, Suécia
e Suíça), o
Centro Nacional de Investigações Científicas
(CNRS) da
França, aos Institutos Max-Planck de Alemanha, a Fundação
Holandesa de Investigação Astronômica (NFRA)
e o Conselho
de Investigação de Astronomia e Física das
Partículas
(PPARC) da Grã-Bretanha.
Do lado americano, é dirigido pelo National Radio
Astronomy Observatory (NRAO) dos Estados Unidos, por
conta da NSF e do Conselho Nacional de Investigação
Científica do Canadá.
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