Possível Forma de Puro Carbono Encontrado em Meteorito Mexicano: Origem de Vida?
Um pesquisador da Universidade do Hawaii (www.hawaii.edu) , e seus colegas da Divisão de Ciência Espacial da NASA confirmaram que uma nova forma de carbono previamente criada em laboratório também existe na natureza.
A descoberta indica que as moléculas de carbono puro conhecido como “fullerenes” pode ter sido um fator importante no início da história da Terra e pode também ter contribuído para a origem da vida.
O relatório dos cientistas foi publicado em julho, na 15º edição do jornal inglês Nature.
Becker também compartilhou as suas descobertas com seus colegas cientistas durante a reunião trienal da Sociedade Internacional pela Origem da Vida, que se realizou de 11 a 15 de julho em San Diego, Califórnia.
“Não é todo dia que você descobre uma nova molécula de carbono na sua forma natural, o que a torna muito interessante”, disse Becker, “ e se ela está ligada ao desenvolvimento da Terra então ela é de suma importância”.
Fullerenes (nome dado em homenagem ao design Buckmister Fuller) são moléculas que tem a forma de bolas de futebol de 60 ou mais átomos de carbono.
Sua descoberta em 1985, como a 3º forma de puro carbono, as outras duas são o diamante e o grafite, rendeu aos cientistas americanos Robert F. Curl Jr. e Richard Smalley e ao inglês Harold Kroto, o prêmio Nobel em química, em 1996.
O trio acidentalmente sintetizou essas 3 formas tridimensionais de moléculas de carbono em laboratório enquanto tentavam simular as condições de alta temperatura e alta pressão que as estrelas sofrem ao se formar.
Os cientistas criaram a hipótese de que os fullerenes também pudessem existir em forma natural no universo.
Becker, que antes descobriu a presença de fullerenes na área da cratera do impacto de um meteoro em Sudbury, Ontário, Canadá, e seus amigos, foram capazes de documentar a natureza do fullerenes através da exploração de uma única propriedade característica das moléculas orgânicas.
Diferente dos seus “primos” de puro carbono que
mantém o seu estado sólido, o fullerenes pode ser extraído
com um solvente orgânico.
Becker triturou um pedaço do meteoro de Allende, “desmineralizando”
a amostra com ácidos e usou um solvente orgânico para extrair
o fullerenes do resíduo.
Os cientistas não encontraram somente as moléculas de C-60 e C-70, que eles acreditavam ser as mais abundantes, como também descobriram significantes quantidades de moléculas de C-100 até C-400.
Essa é a primeira descoberta de grandes quantidades de fullerenes na sua forma natural.
Devido aos múltiplos átomos nas moléculas que forma um anel, eles podem conter gases no seu interior, e talvez possam dar pistas da sua origem, e onde o carbono é um elemento essencial para a vida.
Pelo as moléculas e suas propriedades dirão aos cientistas mais sobre a primeira nebulosa solar ou poeira cósmica que já existiam quando esses meteoritos, como o de Allende, foram formados.
O programa é patrocinado em grande parte pelo programa de cosmo-química da NASA.
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